Subject: TLGov: Official response to Australian

IV GOVERNO CONSTITUCIONAL

GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

Dili, 26th December 2008

According to The Australian journal, in an article published in the edition on Tuesday (23/12), created by the journalist Mark Dodd ("East Timor" at risk of anarchy 'says UN report"), East Timor live a chaotic situation:

"East Timor risks a repeat of the anarchy that gripped the country in 2006 were it Dysfunctional has a police force, the chaotic justice system, the divided political leadership grappling with" dismal "social problems and an economy facing a" precipitous fall "in oil revenue. "

The author mentioned, as an alleged source, one report, from the United Nations that would aim to base decisions for future UN missions in East Timor. However, the nature of this source is based on leaks of information or, quite possibly, very convenient information based in political and geostrategic interests behind this disclosure.

According to the press release of UNMIT (24/12), the internal situation in Timor-Leste (2008) is perfectly normal, as the title of the official notice "Progress in East Timor in 2008, quiet and peaceful situation."

Thus, the alleged report did not come from UN. Once again, we are dealing with speculation, other interests and even worse, with the aim of achieving certain objectives: political, economic and geostrategic.

Indeed, after one trilateral meeting with UNPOL, ISF and the Timorese authorities, where was discussed the situation in East-Timor (at previous months), the level of internal security was considered improved in all aspects. This situation reflects the cooperation between the International Forces (UNPOL, ISF) and the National Authorities, PNTL and F-FDTL.

In a press conference held this Friday (22/12), after one meeting with the Acting Inspector PNTL, Afonso de Jesus, and UNPOL, the evaluation for same situation, internal security, was positive.

Confronted with this campaign of disinformation, we want to report some facts:

• Stability and security of the last recent years reflect the work and dedication of our National Police. We can observe that the normality we have in our society is due to the exercise of its responsibility to restore public order. It means that National Police is functional.

• Legal problems are not unique problems of East Timor. Unfortunately, they exist in all most of the world, even at the so-called first world countries.

• Disagreement is part of human nature and people of East-Timor and their leadership are not here too, exceptions. We believe that the differences are natural in all democracies and do not contribute to an eventual anarchy as The Australian describes.

• This government, led by Prime Minister Kay Rala Xanana Gusmão, manages to resolve, in one year, outstanding problems, inherited from the military and political crisis of 2006. In about one and a half years, the situations related to IDPs, petitioners, pensions for elderly, vulnerable and former combatants of national liberation, were resolved.

• The financial crisis is international and is responsible for instability in oil prices and scarcity of food. This crisis has affected the whole world, including major economies. Given this reality, the Government of Timor-Leste has created an Economic Stabilization Fund in response to the current crisis and others that eventually the successor.

 

IV GOVERNO CONSTITUCIONAL

GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

Dili,26 de Dezembro de 2008

De acordo com o Jornal The Australian, num artigo publicado na edição de terça-feira (23/12), da autoria do Jornalista Mark Dodd ("East Timor 'at risk of anarchy' says UN report"), Timor-Leste vive uma situação caótica:

"EAST Timor risks a repeat of the anarchy that gripped the country in 2006, as it has a dysfunctional police force, a chaotic justice system, a divided political leadership grappling with "dismal" social problems and an economy facing a "precipitous fall" in oil revenue."

O autor referiu como fonte um alegado relatório, elaborado pelas Nações Unidas que teria como objectivo fundamentar decisões para futuras missões da ONU em Timor-Leste. Contudo, a natureza de tal fonte assenta em fugas de informação ou, muito possivelmente, em informações muito convenientes com interesses e intenções políticas e geoestratégicas por trás desta divulgação.

De acordo com o comunicado da imprensa UNMIT (24/12), a situação interna em Timor-Leste (2008) é perfeitamente normal, como indica o título do comunicado "Progresso de Timor-Leste em 2008, Situação Calma e Pacifica".

Assim, o alegado relatório não partiu da ONU e trata-se, mais uma vez, de se alimentarem especulações, com outros interesses, tendo como finalidade atingir determinados objectivos: políticos, económicos e geoestratégicos.

Mais se acrescenta que em reunião trilateral, composta pela UNPOL, ISF e autoridades timorenses, depois de avaliada a situação nos últimos meses, ao nível da segurança interna, se considerou que esta melhorou em todos os aspectos. Esta conjuntura é reflexo da cooperação entre as Forças Internacionais (UNPOL, ISF) e as Autoridades Nacionais, PNTL e F-FDTL.

Também, em conferência de imprensa realizada esta Segunda-Feira (22/12), depois de reunião entre o Inspector Interino da PNTL, Afonso de Jesus, e a UNPOL, a mesma situação, segurança interna, foi, em termos gerais, avaliada positivamente.

Perante esta campanha de desinformação do jornal The Australian, passamos a desconstruir a tese defendida pelo autor do artigo e sobre Timor-Leste, reportando alguns factos:

· A estabilidade e segurança que se verifica nos últimos anos reflectem o trabalho e dedicação da nossa Polícia Nacional. Verificamos, no terreno, que parte da normalidade que se vive na nossa sociedade se deve ao exercício da sua responsabilidade de repor a ordem pública. Significa que temos funcionalidade dentre das estruturas policiais.

· Problemas judiciais, não são problemas exclusivos de Timor-Leste, mas, infelizmente, de quase todo o mundo, inclusivamente nos países ditos do primeiro mundo.

· A divergência faz parte de natureza humana e o povo de Timor-Leste e sua liderança timorense não são, também aqui, excepções. Consideramos que as divergências, naturais em democracia, não contribuirão para uma eventual anarquia como descreve The Australian na sua reportagem.

· Este Governo, liderado pelo Primeiro-ministro Kay Rala Xanana Gusmão, em apenas em ano, conseguiu resolver os problemas pendentes, herdados da crise politica e militar de 2006. Em cerca de ano e meio, foram solucionadas as situações relacionadas com os IDPs, peticionários, pensões dos idosos, vulneráveis e antigos combatentes da libertação nacional.

· A crise financeira é internacional e tem provocado instabilidade nos preços do petróleo e escassez dos produtos alimentares. Esta crise tem afectado todo o mundo, incluindo as grandes economias. Perante esta realidade, o Governo de Timor-Leste criou um Fundo de Estabilização Económica (FEE) para responder à crise actual e a outras que eventualmente a sucedam.


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