Subject: LUSA: Timor-Leste: Justice for 1999 Victims "Will Probably Take a Generation" - U.S. Ambassador

Timor-Leste: Justice for 1999 Victims “Will Probably Take a Generation” ­ U.S. Ambassador

Dili, April 9 (Lusa) ­ A complete analysis of the 1999 crimes in Timor-Leste “will probably take a generation,” affirmed the U.S. Ambassador in Dili during an interview with the Lusa news agency.

“There has to be justice,” replied the Ambassador when questioned about the U.S. position with regards to the verdict of the crimes committed in 1999.

“There has to be some sort of responsibility for the acts which occurred in 1999, and before. And also for what occurred in 2006. The truth needs to be determined and judgments accelerated in favor of the victims,” sustained the U.S. Ambassador.

“Moreover, there are recent examples of countries like Chile, Argentina and others, maybe even Indonesia, in which responsibility for past crimes were obtained through a process of economic development and, more important, a democratic one,” declared Hans Klemm.

“It took one generation before those countries were able to bring those responsible to justice,” highlighted the American Ambassador.

“The Timorese leaders with whom I’ve spoken with say that maybe there will have to be a process similar in Indonesia before the violence that occurred in Timor-Leste can be judged.”

“The U.S. wishes it took place sooner,” concluded the American Ambassador.

Hans Klemm replied to a question regarding the Truth and Friendship Commission (TFC - KPP in Indonesian acronym), created between Indonesia and Timor-Leste to investigate the violence committed before and after the independence referendum.

The TFC must soon present its final report to the presidents of both countries and to the Timorese prime minister.

Last week, the Assistant Secretary of State for East Asian and Pacific Affairs, Christopher R. Hill, stated that if the TFC’s findings “are good enough for Indonesia and for East Timor, then they are also good enough for the United States.”

The statement was condemned by various human rights groups which interpreted the words of the American diplomat as legitimizing the TFC.

“The TFC has a limited mandate and we recognize that,” explained Hans Klemm to Lusa.

“However, we hope the report is an important step to place responsibility on those blamed for the violence. It’s important to note that we still have not read the report. Not one page. It is unjust to question its credibility without reading it,” noted the American Ambassador in Dili.

PRM. Lusa/fim

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Timor-Leste: Justiça para vítimas de 1999 "vai levar talvez uma geração" - Embaixador EUA

Número de Documento: 8200508

Díli, Timor-Leste 09/04/2008 15:17 (LUSA) Temas: Política, Diplomacia, Conflitos (geral) Díli, 09 Abr (Lusa) - O exame completo dos crimes de 1999 em Timor-Leste "vai talvez demorar uma geração", afirmou o embaixador dos EUA em Díli em entrevista à agência Lusa.

"Tem que haver justiça", respondeu o embaixador Hans Klemm quando questionado sobre a posição dos Estados Unidos da América em relação ao julgamento dos crimes cometidos em 1999.

"Tem que haver algum tipo de responsabilidade pelos actos que ocorreram em 1999 e antes. E também pelo que aconteceu em 2006. Tem que ser estabelecida a verdade e apuradas as culpas, em favor das vítimas", defendeu o embaixador dos EUA.

"Mas há exemplos recentes de países como o Chile, Argentina e outros, talvez até a Indonésia, em que a responsabilização pelos crimes do passado foi atingida através do processo de desenvolvimento económico e, mais importante, democrático", declarou Hans Klemm.

"Levou uma geração antes de esses países poderem trazer os culpados à justiça", sublinhou o embaixador norte-americano.

"Os dirigentes timorenses com quem tenho falado dizem que talvez tenha de haver um processo semelhante na Indonésia antes de se poder julgar a violência" que aconteceu em Timor-Leste.

"Os Estados Unidos gostariam que fosse mais rápido", ressalvou, porém, o embaixador norte-americano.

Hans Klemm respondia à questão sobre a credibilidade da Comissão de Verdade e Amizade (KPP, na sigla indonésia), criada entre a Indonésia e Timor-Leste para investigar a violência cometida antes e depois do referendo pela independência.

A KPP deverá apresentar em breve o seu relatório final aos Presidentes dos dois países e ao primeiro-ministro timorense.

Na semana passada, o secretário de Estado adjunto norte-americano para Ásia-Pacífico Oriental, Crhtsipher R. Hill, em visita a Jacarta, declarou que se o resultado da KPP "está bem para a Indonésia e para Timor-Leste, também está bem para os Estados Unidos".

A declaração foi condenada por vários grupos de direitos humanos que leram nas palavras do responsável americano uma legitimação da KPP.

"A KPP tem um mandato limitado e reconhecemos isso", explicou Hans Klemm à Lusa.

"Mas temos esperança que o relatório seja um passo importante para a responsabilização dos culpados pela violência. É preciso notar que nós ainda não lemos o relatório. Nem uma página. É injusto avaliar a sua credibilidade sem ler", notou o embaixador norte-americano em Díli.

PRM.

Lusa/fim


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